Fotolitografia

Cerca de 200 anos atrás, Alois Senefelder inventou a litografia como um meio de imprimir em papel. Então que tem isso a ver com a fabricação de microprocessadores de computador? Ele usou algum material oleoso para proteger áreas onde não queria que a tinta aderisse. O material oleoso resiste à tinta. Microprocessadores de computador são feitos usando-se a fotolitografia. Isso é como litografia, exceto que em vez de um ponteiro afiado (estilete) para desenhar,usa-se luz. A primeira coisa de que se necessita é um substrato, o material em que queremos desenhar. Ele é recoberto com uma substância química chamada foto-resisto. Fotoresisto, alguma coisa que resiste à luz. Um grande número de substâncias químicas pode agir como foto-resistos, sendo muitos deles polímeros. Eles modificam-se quando expostos à luz e geralmente ligam-se lateralmente e não são lavados durante a revelação (ver abaixo). Em seguida necessitamos de alguma coisa chamada uma máscara, que é igual a um estêncil, que tem a impressão do que desejamos desenhar no substrato. Se incidirmos luz na máscara, ela atravessa somente as partes da máscara que estão abertas, e vai iluminar o substrato. Assim, o molde da máscara será transferido para o substrato. Imagine-se fazendo sombras com a mão. Para produzir um microprocessador de computador precisamos desenhar uma linha bem fina. O vital é ‘desenhar’ com finíssima resolução. Resolução é uma medida que nos diz quão perto podemos colocar junto duas coisas e ainda afirmar que elas não são a mesma coisa. Alois usou um ponteiro bem afinado para desenhar suas litografias. Os computadores de hoje possuem em si coisas chamadas transistores que são tão pequenos que um milhar deles pode caber ao través da ponta da caneta de Alois. Uma vez tenhamos feito a iluminação através da máscara no foto-resisto, precisamos revelá-lo. Isto envolve algumas outras substâncias químicas que removem o foto-resisto geralmente donde não expusemos à luz. O que fica é nosso molde...

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